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A metamorfose dos materiais naturais até o estado da arte

5 min de leitura | admineliane
A metamorfose dos materiais naturais até o estado da arte

Em um mundo de cópias e tão mecanizado, ser autêntico é cada vez mais raro e, ao mesmo tempo, o diferencial para marcas e profissionais obterem sucesso em seus respectivos mercados de atuação. No design não é diferente e, quanto mais único, melhor. Assim, o fatto a mano, o handmade – feito à mão em italiano e inglês, respectivamente – ganha espaço e, muitas vezes, é elevado ao patamar de obra de arte – sim, há uma linha tênue entre design e arte – se difere de cópias, mantendo o status de superioridade de quem o faz, assim como do produto e cujo valor de compra e venda só tem a crescer. Três diferentes designers-artistas, cada qual em uma área de atuação e matérias-primas diversas, vivem nessa seara do singular, do único, e contam um pouco sobre os processos e destacam a importância do trabalho feito à mão.


Formas orgânicas, assimétricas. Cortes e contornos imprecisos, imperfeitos. Isso é o ‘feito à mão’. Irregularidades que são a identidade de designers e artistas e que, quanto mais se fazem presente, mais são perfeitas, como conta o designer e artista plástico Rapha Preto. “Tais obras trazem na imperfeição o afeto. Todos nascemos imperfeitos e vamos em busca da evolução ao longo da vida. E é assim também com as obras feitas à mão: cada uma traz uma história e uma fase, e isso é a perfeição da vida, é algo único.” À frente do estúdio que leva seu nome, Studio Rapha Preto, o artista, que trabalha com matérias-primas como aço corten, por exemplo, de difícil manuseio, traz suas inspirações nas formas naturais, o que o faz criar peças ainda mais orgânicas e exclusivas. “Mesmo sendo um material mais resistente, não consigo olhar o aço corten como um item que oferece qualquer tipo de dificuldade, mas sim como aprendizado. Sempre busco por meio de formas, dobras e acabamentos, me expressar e atingir uma ligação com o sentimento das pessoas que terão contato com a obra.”







Luminária Fios





Centro de mesa Padrone





Por outro lado, maleável e totalmente moldável, a argila, um mineral proveniente de rochas sedimentares composta por grãos muito finos de silicatos de alumínio, associados a diferentes tipos de óxidos que lhe conferem tonalidades distintas, é um material muito rico, versátil e ancestral – as primeiras cerâmicas de que se têm notícias datam do período da Pré-história, com achados arqueológicos que mostram objetos fabricados há mais de 25 mil anos a.C – que tanto pode ser utilizado em tratamentos estéticos e de saúde quanto na confecção de utensílios para o dia a dia, como vasos, pratos e xícaras e claro, os revestimentos cerâmicos. E, tendo a argila como base, profissionais de diferentes áreas de atuação se valem dessa matéria-prima para oferecer bem-estar e é por meio dos processos cognitivos que talentosas mãos materializam o que está dentro do cérebro, transformando ideias em produtos.


É o que acontece com a ceramista Natália Uchôa Netto que teve seu primeiro contato com a cerâmica em 2008, em uma aula que fez como hobby. Anos mais tarde, em 2014, revisitou aquela sensação de tocar a argila e começou a produzir peças, sem pretensão, atendendo a pedido de amigos. “Comecei a trabalhar na varanda do meu apartamento e, gradativamente, os pedidos foram aumentando. Então, precisei buscar um novo espaço e não parei mais”, relata Natália. Assim, nasceu o Studio NUN. Inspirada nos seixos – aquelas pedrinhas de formas arredondadas que descansam nos leitos dos rios – as primeiras criações eram vasinhos que traziam as formas das pedras empilhadas de uma forma mais equilibrada. “Sempre me inspiro na natureza e suas formas orgânicas, mas, às vezes vem algo da arquitetura com suas curvas ou mesmo suas formas geométricas e tento inseri-las dentro do meu trabalho.”


 




Foto Reprodução @studionun





Foto de Thiago Ventura





Por outro lado, a designer e artista plástica Jacqueline Terpins vem desenvolvendo suas criações inspirada na ‘existência’, como ela mesma conta: “o tema me inspira e permeia meu trabalho, em suas diferentes formas e escalas. Me expresso a partir da minha experiência pessoal, trazendo assuntos inerentes a todo ser humano.” Ao longo de 21 anos de trabalho – vale registrar que o Estúdio Jacqueline Terpins está desde o início no mesmo endereço, no bairro do Pacaembu em São Paulo – a artista transita muito bem por diferentes matérias-primas, mas principalmente com o vidro que é formado por uma composição básica entre areia de sílica, sódio e cálcio e que várias etapas depois, para ter a forma e consistência necessárias, sofre queima em altíssima temperatura – cerca de 1400º graus Celsius. Aliás, segundo Jacqueline, não é esse apenas um dos pontos mais delicados no processo. “Além da alta temperatura, considero o tempo um elemento fundamental. Ao lidarmos com massas de temperaturas diferentes, surge a exigência de movimentos certeiros, a técnica tem que ser executada com muita precisão.”


O vidro é um dos materiais mais usados cotidianamente no mundo e é um dos poucos que são totalmente recicláveis. Sua maleabilidade permite as mais diversas criações que vão de um simples copo até uma obra de arte, ou seja, a função e a criação separadas e unidas pela inspiração de quem o faz. “Independentemente da finalidade, arte ou design, no meu processo, em primeiro lugar vem a expressão e a verdade no que quero comunicar. Dessa forma, acredito que a obra acaba por existir de forma fluida e natural no meu trabalho”, pontua Jacqueline, uma das poucas artistas brasileiras que trabalha com essa técnica. E continua: “o ponto inicial do processo criativo é a necessidade de expressão. As ideias tomam forma por meio de modelos de argila, placas de chumbo, croquis; a repetição, o exercício, a atividade da busca da forma desejada define o caminho e o objetivo”, finaliza Jacqueline Terpins.


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