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1 O trabalho do fotógrafo de arquitetura Yuri Seródio arq
27.04.2018

A visão do fotógrafo Yuri Seródio sobre a arquitetura

O fotógrafo pernambucano Yuri Seródio tem uma fantástica abordagem sobre a arquitetura, reconhecida no Brasil e internacionalmente. As imagens feitas por ele são um convite a viver as experiências dos lugares que refletem.

“Busco sempre trazer esta sensação de imersão”, explica Yuri em entrevista para a nossa revista Emag. “Vivemos numa era onde descartamos tudo com muita rapidez, então busco que quem aprecie a obra pare e admire todos os detalhes que o ambiente dispõe”.

Fotógrafo Yuri Seródio 7 O trabalho do fotógrafo de arquitetura Yuri Seródio

A inquietação por não ter escolhido a arquitetura como profissão foi a grande responsável por transformá-lo em fotógrafo especializado neste segmento.

Formado em administração, desde criança, Yuri teve interesse pelas artes. A mãe era empresária, mas tinha muitas habilidades manuais e realizava pinturas e outras técnicas. E ele mesmo rabiscava desenhos em casa, na escola e no escritório de engenharia e arquitetura do pai.

“Sou apaixonado por grandes obras e construções, pela padronização das coisas. Não havia como viver longe de algo tão apaixonante”, descreve.

As imagens desenhadas pelas lentes de Yuri denunciam a atração do fotógrafo pela ordem. “Repetição, simetria, perspectivas e sempre com um ponto de fuga. Estes elementos juntos me geram uma sensação de fluidez para capturar uma boa imagem”, define.

E é na organização dos elementos, quase que refletidos lateralmente, que os olhares de quem contempla as obras se focam buscando as minúcias nas cores e formas de cada lugar.

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Dentre todos os trabalhos realizados, o fotógrafo dá destaque a duas séries distintas: Portraits, realizada na Índia e Etiópia, e Compassos Paralelos, totalmente voltada para o registro de grandes espaços arquitetônicos em várias regiões do mundo, como Alemanha, Itália, Espanha, Brasil, entre outros.

Esta última foi apresentada em exposição solo na Luis Maluf Art Gallery. “Cada exposição tem suas particularidades, mas lembro que um grande reconhecimento do meu trabalho foi em uma CasaCor SP, quando minha arte era muito pouco divulgada. Pude apresentar meu trabalho em parceria com grandes arquitetos do Brasil”, conta.

A partir do evento, as fotografias ganharam o mundo e, hoje, Yuri tem peças expostas nos Estados Unidos, Portugal, França, Equador, Peru e Japão.

No momento, o fotógrafo dedica-se a uma nova série de retratos em uma expedição na Etiópia e afirma que Compassos Paralelos será um trabalho continuado por alguns anos. “Gosto de trazer esta história dos locais. Não que a pessoa olhe e pense que é apenas um prédio bonito, mas que se enxergue dentro do contexto do espaço”.

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19.04.2018

Argila é transformada em arte com técnicas artesanais

A beleza da imperfeição e a fascinação crescente pelo handmade vêm dando destaque às peças feitas em cerâmica manual.

Assim como cada vez mais queremos saber de onde vem o alimento que ingerimos, conhecer a história de quem faz nossas roupas, também desejamos nos aproximar da essência de quem produz outros elementos do nosso cotidiano, entre eles, utensílios para servir e objetos de decoração.

Com isso, surge no mercado nacional e internacional uma boa leva de inspirados ceramistas artesanais que buscam entregar peças únicas, produzidas em pequena escala.

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Fotos Divulgação Coleção Areia – Noni SP

“Eu vejo que a cerâmica sofreu uma releitura. Minha geração experimenta a ressaca da revolução tecnológica e o estilo de vida que veio com ela. Estamos tentando fazer algo significativo, verdadeiro e honesto e, nesse caminho, encontramos os trabalhos tradicionais e milenares que dão movimento à nossa rotina”, reflete a designer Fernanda Giaccio, proprietária do ateliê Noni SP em entrevista para a Emag.

Ela define seu trabalho como uma integração entre a poesia do artesanal com a racionalidade do design. “As argilas e os esmaltes oferecem milhares de opções, conforme se trabalha e se conhece os materiais. O resultado é sempre um novo aprendizado. Manipular tudo isso é extremamente inspirador”, relata.

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Fotos Divulgação Coleção Flocos – Olive Cerâmica

A ceramista Sofia Oliveira, da Olive Cerâmica, concorda com Fernanda. “Acho que tudo isso veio com o slow movement, essa aversão ao capitalismo a qualquer custo. Não acho que seja apenas uma moda, mas sim, um movimento maior e a cerâmica artesanal acabou entrando nisso”, afirma.

Publicitária por formação, Sofia iniciou o ateliê há quatro anos quando buscava se encontrar na vida profissional. “Já tinha tentado tudo na minha área, então comecei a fazer cursos e a cerâmica foi paixão à primeira vista”, conta.

Tanto Fernanda quanto Sofia trabalham com coleções bem elaboradas, rústico-sofisticadas e funcionais, usando a junção da argila com esmaltes em diferentes pigmentos para cativar qualquer apreciador de produtos com design feito à mão.

“Espero que as pessoas que usam minhas peças tirem o momento para realmente curtir o que estão fazendo. O prazer de parar e tomar um cafezinho ou fazer uma janta com os amigos às vezes é esquecido. Espero estar neste tempo prazeroso da vida das pessoas”, define Sofia.

Lar, doce ninho - uma reflexão sobre o papel da casa nas nossas vidas - Blog Eliane eli
11.04.2018

Lar, doce ninho: uma reflexão sobre o papel da casa nas nossas vidas

Vivemos uma era de interiorização do ser humano e ressignificação das coisas. A busca por experiências e aconchego vem se tornando mais importante do que possuir bens e objetos. E, seguindo esta vertente, a casa passa a ter mais valor.

Para Cláudia Silvestre, arquiteta, consultora e proprietária da Formus Movelaria, “estamos buscando o que está dentro e voltando a ter um vínculo afetivo com nosso ninho. Yoga, reiki, astrologia… Nunca se viu tanto dessas atividades. E o lar também entra nesta realidade. Ele precisa ser terapêutico, um lugar de cura”.

Cláudia Silvestre, proprietária da Formus Movelaria, fala sobre o papel da casa para a Emag Eliane

Cláudia alerta no bate-papo para a revista Emag que esta é uma oportunidade para arquitetos, marcas e designers explorarem novas fronteiras e defende que é função deles organizar o turbilhão de informações recebidas diariamente para promover o bem-estar dos clientes em seu próprio espaço. “A casa precisa acolher e contribuir para a sanidade do morador”, define.

Por isso, torna-se essencial alinhar estrutura, revestimentos, mobília e objetos a três variantes fundamentais: o tempo, a atmosfera e o morador. Ela explica: “O tempo quer dizer o momento em que a pessoa vive, a atmosfera está ligada ao meio ambiente e o morador é a alma daquele lugar”.

Formus Movelaria - Blog Eliane

Em uma análise mais profunda, resultado de muitos estudos e pesquisas, a arquiteta também observa que a maioria das pessoas ainda não está num nível de percepção de identidade delas mesmas e que os criadores precisam ajudar a decodificar quem é este consumidor.

Então, a partir daí, com o domínio da linguagem profissional, das leis da estética e da harmonia, serem capazes de construir um ninho singular para cada pessoa. “A casa não pode virar um museu de visitação particular, não pode ser uma persona porque é pra lá que sempre estamos indo. Você precisa sentir que o seu quarto é o melhor quarto do mundo”, reflete.

Formus Movelaria blog Eliane Revestimentos

Fotos Formus Movelaria por SLA Photo Studio

Quer continuar acompanhando esta reflexão superinteressante? Baixe agora mesmo a sua versão digital da Emag e confira esta matéria na íntegra!

Dietmar Starke fala sobre as cidades inteligentes em entrevista para a Emag arq
05.04.2018

Dietmar Starke fala sobre as cidades inteligentes em entrevista para a Emag

Em constante busca de soluções inteligentes para as cidades, o arquiteto e urbanista catarinense radicado no Rio de Janeiro, Dietmar Starke, conhece na prática os conceitos de arquitetura como inclusão social.

São quase 30 anos dedicados a projetos e estudos, no Brasil e no mundo, que buscam melhorar a qualidade da vida da população como um todo. Seu trabalho rendeu a Starke o prêmio internacional Architizer A+ Awards de melhor edifício público do mundo.

Em entrevista exclusiva à Emag, o arquiteto detalha ideias e caminhos para um melhor urbanismo.

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Foto Roberta Dietrich

Emag: Como você define o conceito de Cidades Inteligentes (CI)?

Starke: Como pensar em uma cidade inteligente, onde as oportunidades e os acessos às tecnologias são extremamente desiguais? Não é inteligente uma cidade manter uma grande parte da sua população excluída dos bens e serviços básicos de saúde, educação, cultura e arte, e investir fortunas em políticas de segurança pública e privada.

O conceito da Cidade Inteligente nasceu antes do surgimento das tecnologias de (in)formação e de comunicação – TICs. Penso que as TICs podem ser usadas para viabilizar as políticas de inclusão, de empoderamento e de separação das desigualdades sociais.

Aliás, as tecnologias em geral podem, se houver vontade política. Podemos constatar isso nas Naves do Conhecimento, onde as populações das favelas têm acesso ao que há de mais moderno na arquitetura e urbanismo, o que há de mais moderno em tecnologias digitais.

Cidades inteligentes - Entrevista Dietmar Starke para a Emag

Fotos Joana Bragança

Emag: Quais os desafios para as cidades atuais?

Starke: O mundo possui dois grandes desafios para as próximas décadas. Um é a luta social pela sobrevivência de diversos grupos humanos pobres, que vêm aumentando e aglomerando-se em áreas degradadas da cidade, sem perseverança nenhuma de vida.

O outro é a luta contra a extinção do planeta da raça humana, assim como todas as formas de vida ameaçadas pelas mudanças radicais climáticas provocadas pelo aquecimento global.

A ideia é de conectar os dois problemas, e criar uma resposta criativa, para que estes dois megadesafios possam ser vencidos. Mas a questão é: estamos interessados em realizar mudanças profundas, que mudem o nosso olhar para o mundo?

Queremos nos livrar de viver prisioneiros em condomínios fechados e em carros blindados em nome de acabar com a fome, a violência, a corrupção no país? Precisamos pensar em uma perspectiva ecosófica que envolva a economia, o meio ambiente e o homem para realmente ter uma mudança na relação que o homem estabelece com a economia, com o meio ambiente e com outros homens.

Cidades inteligentes

Fotos Joana Bragança

Emag: Qual o papel do arquiteto e urbanista neste contexto?

Starke: Tem um papel central de fazer uma revolução nas políticas de inclusão através da Arquitetura e do Urbanismo permeadas pelas novas tecnologias, pela sustentabilidade, sempre voltadas a qualidade de vida da população.

E quando falamos em qualidade de vida estamos englobando todos. Não há qualidade de vida com exclusão social. Ou pensamos cidades para todos ou não haverá sustentabilidade e qualidade de vida.

Confira a entrevista completa de Dietmar Starke sobre as cidades inteligentes baixando a sua edição digital da nossa revista Emag aqui.

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29.03.2018

Nova forma de morar: apartamentos de até 10m² já são realidade

Aquele velho sonho de ter uma casa com vários cômodos para abrigar uma grande família já não faz parte dos planos de boa parte da população dos principais centros urbanos no Brasil e no mundo.

Nos dias atuais, sustentabilidade, praticidade e facilidade para locomover-se nas cidades parecem ser muito mais importantes na hora de escolher o local para morar do que os metros quadrados de espaço privativo.

Além disso, os valores dos imóveis nas áreas mais urbanizadas, onde há infraestrutura, têm ficado cada vez menos acessíveis. Baseando-se nestas realidades, o mercado imobiliário vem se adequando. Com isso, surgem novas formas de morar, entre elas, os apartamentos supercompactos.

apartamentos supercompactos vitacon

“Para a maioria da população, cabe optar por espaços maiores nos subúrbios ou por lugares bem menores nas regiões centrais”, explica Arthur Casas, arquiteto que, entre mansões e projetos de luxo, também tem se dedicado a desenhar o conforto e a sofisticação para lares menores. “É necessária uma racionalização dos espaços e também uma organização do morador. Mas pode ser uma experiência muito agradável”, acrescenta.

Especialista no assunto, o empresário Alexandre Frankel, de 40 anos, é um dos maiores entusiastas das micro-moradias no Brasil. A Vitacon, construtora da qual é CEO, entregou em 2017 um empreendimento com apartamentos de 18m² e, segundo ele, com moradores muito satisfeitos.

Este ano, Frankel conta que entregará mais um edifício com áreas privativas de 14m² e, em 2019, será finalizado o novo lançamento da construtora que terá imóveis de dez metros quadrados, tamanho equivalente ao de uma minivan.

projetos apartamentos vitacon

Fotos Divulgação Vitacon

As plantas dos imóveis são milimetricamente pensadas. Não há divisórias entre os cômodos, com exceção do banheiro, e uma janela ampla garante a iluminação natural e boa circulação de ar.

“As novas gerações não querem ter, possuir, elas querem viver experiências, criar laços e conteúdo para contar histórias. As pessoas vão usufruir do lar, não importa o tamanho. O essencial será a moradia ter facilidades à disposição”, garante o empresário.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira a matéria completa sobre esta nova forma de morar na Emag Eliane baixando a sua revista digital aqui.